À Caridade

O Sentimento Solidário Que
Abre Todas as Portas da Natureza

Augusto dos Anjos 


 

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Nota Editorial:

Augusto dos Anjos (1884-1914) está entre os poetas brasileiros
que viveram aspectos da sabedoria eterna. Os versos a seguir, que
podem ser lidos como uma oração, têm um sabor e um tom teosóficos. O seu 
tema é a compaixão  incondicional, impessoal, sem apego, e sem fronteiras. 

(CCA)

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No universo a caridade,
Em contraste ao vício infando,
É como um astro brilhando
Sobre a dor da humanidade!

Nos mais sombrios horrores
Por entre a mágoa nefasta
A Caridade se arrasta
Toda coberta de flores!

Semeadora de carinhos,
Ela abre todas as portas
E no horror das horas mortas
Vem beijar os pobrezinhos.

Torna as tormentas mais calmas,
Ouve o soluço do mundo
E dentro do amor profundo
Abrange todas as almas.

O céu de estrelas se veste
E em fluidos de misticismo
Vibra no nosso organismo
Um sentimento celeste.

A alegria mais acesa
Nossas cabeças invade…
Glória, pois, à Caridade,
No seio da Natureza!

ESTRIBILHO:

Cantemos todos os anos
Na festa da Caridade
A solidariedade
Dos sentimentos humanos.

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Reproduzido do volume “Augusto dos Anjos, Obra Completa”, Ed. Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2004, 884 pp., ver p. 491. O poema foi publicado também na edição de dezembro de 2007 de “O Teosofista”.

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Para conhecer a teosofia original desde o ângulo da vivência direta, leia o livro “Três Caminhos Para a Paz Interior”, de Carlos Cardoso Aveline.

Com 19 capítulos e 191 páginas, a obra foi publicada em 2002 pela Editora Teosófica de Brasília.   

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