Dois Fragmentos Para Meditar

Poder e Independência na Busca da Sabedoria

Carlos Cardoso Aveline (Ed.)

 

1) H. P. Blavatsky, Sobre a Autonomia do Aprendiz

Os teosofistas estudam todos os sistemas – e não ensinam nenhum, deixando que cada um pense e busque a verdade por si mesmo. Nossos membros apenas ajudam uns aos outros no trabalho comum, e cada um de nós está aberto a mudar de convicção, sempre que a provável verdade de qualquer hipótese dada for demonstrada à luz da ciência, da lógica ou da razão modernas. (…) Mas o que nós pedimos, e com a maior ênfase, é que as pessoas estudem, comparem e pensem por si mesmas antes de aceitar definitivamente qualquer testemunho de segunda mão.” [1]

2) De Erich Fromm, Sobre a Busca de Poder Pessoal

“… Em  uma acepção psicológica, a ânsia de poder não se origina da força, mas da fraqueza. Ela é expressão da incapacidade do eu individual para ficar sozinho e viver. É um esforço desesperado para conseguir força simulada quando se tem falta de força autêntica.

A palavra ‘poder’ tem um duplo sentido. Um é a posse de poder sobre alguém, a capacidade de dominá-lo; o outro sentido é a posse de poder para fazer algo, é ser capaz, é ser potente. Este último nada tem a ver com dominação; ele exprime maestria no sentido de capacidade. (…) Assim, poder pode significar uma das duas coisas: dominação ou potência. Longe de serem idênticas, elas se excluem mutuamente. A impotência, aplicando o termo (…) a todas as esferas das potencialidades humanas, produz o impulso sádico de dominação. Na medida em que o indivíduo é potente, isto é, apto a realizar suas potencialidades com base na liberdade e integridade de seu eu, ele não precisa dominar nem tem sede de poder. O poder, na acepção de dominação, é a perversão da potência. (…)” [2]

NOTAS:

[1] H. P. Blavatsky, em “Collected Writings”, TPH, Adyar, volume III,  pp. 356-357.

[2] Da obra “O Medo à Liberdade”, de Erich Fromm, Ed. Guanabara-Koogan, RJ, 1983, 235 pp., 14a. edição. O trecho acima foi extraído da  página 133.

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